A gravidez passo a passo
O desenvolvimento da gravidez é contado a partir do primeiro dia da última menstruação da mulher, mesmo que o desenvolvimento do feto só comece na concepção. A gravidez é calculada naquele dia pois é a partir deste momento que o corpo se prepara para a gravidez.
A gravidez é dividida em 3 trimestres com aproximadamente 12 a 14 semanas cada um. O primeiro tem início na semana 1 até ao final da semana 13. O 2º trimestre termina por volta da 26 semana e consiste nos 4º, 5º e 6º meses completos. O 3º trimestre pode terminar em qualquer altura entre a 38ª e a 42ª semana a que corresponde os 7º, 8º e 9º meses completos de gravidez.
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
Semana 1 & 2 - Idade Gestacional
Semana 1 & 2 - Idade Gestacional
Uma vez terminado o período menstrual o corpo está pronto para a ovulação. Para a maioria das mulheres a ovulação ocorre aproximadamente do 11º ao 21º dias após o primeiro dia do último período menstrual. Quando a concepção ocorre, o espermatozóide penetra o óvulo e a fusão dos seus núcleos marca a formação do zigoto e o fim da fecundação.
Uma vez terminado o período menstrual o corpo está pronto para a ovulação. Para a maioria das mulheres a ovulação ocorre aproximadamente do 11º ao 21º dias após o primeiro dia do último período menstrual. Quando a concepção ocorre, o espermatozóide penetra o óvulo e a fusão dos seus núcleos marca a formação do zigoto e o fim da fecundação.
Semana 3 - Idade Gestacional (Idade Fetal - semana 1)
Semana 3 - Idade Gestacional (Idade Fetal - semana 1)
O ovo fertilizado desce das trompas de falópio. O conjunto de células vai dividir-se em dois, as células interiores vão formar o bebé, as células exteriores formam a placenta que poduzirá HCG (hormona detectada nos testes de gravidez). A implantação começa assim que o zigoto chega à parede do útero, o que por vezes pode levar a pequenas perdas de sangue (sangramento de implantação). O seu bebé é agora denominado embrião.
O ovo fertilizado desce das trompas de falópio. O conjunto de células vai dividir-se em dois, as células interiores vão formar o bebé, as células exteriores formam a placenta que poduzirá HCG (hormona detectada nos testes de gravidez). A implantação começa assim que o zigoto chega à parede do útero, o que por vezes pode levar a pequenas perdas de sangue (sangramento de implantação). O seu bebé é agora denominado embrião.
Semana 4 & 5 - Idade Gestational (Idade Fetal - semanas 2 & 3)
Semana 4 & 5 - Idade Gestational (Idade Fetal - semanas 2 & 3)
Os pequenos braços e pés já são visíveis e começam a desenvolver-se. O coração bate agora a um ritmo constante e a placenta começou a ter forma, bem como o saco de Yoke (que posteriormente formará o tubo digestivo do bebé). Existe uma rudimentar rede vascular através das artérias principais. Os Olhos e as orelhas estão em fase precoce de desenvolvimento. No final da Semana 5, o embrião ainda tem menos de 1,5 centímetros.
Os pequenos braços e pés já são visíveis e começam a desenvolver-se. O coração bate agora a um ritmo constante e a placenta começou a ter forma, bem como o saco de Yoke (que posteriormente formará o tubo digestivo do bebé). Existe uma rudimentar rede vascular através das artérias principais. Os Olhos e as orelhas estão em fase precoce de desenvolvimento. No final da Semana 5, o embrião ainda tem menos de 1,5 centímetros.
Semana 6 - Idade Gestational (Idade Fetal - semana 4)
Semana 6 - Idade Gestational (Idade Fetal - semana 4)
Tem início a formação dos pulmões, maxilar, nariz, e o palato. As mãos e os pés têm um formato parecido a pequenas barbatanas que se transformarão em dedos. A cabeça continua a crescer e o cérebro a desenvolver-se. Uma ecografia vaginal pode possivelmente detectar uma pulsação audível do coração.
Semana 7 - Idade Gestational (Idade Fetal - semana 5)
Às 7 semanas todos os orgão essenciais começaram a tomar forma no corpo minúsculo do embrião. Os folículos do cabelo, as pálpebras e a lingua também se começam a desenvolver. Os cotovelos e os dedos são mais visíveis à medida que o tronco se começa a endireitar.
Tem início a formação dos pulmões, maxilar, nariz, e o palato. As mãos e os pés têm um formato parecido a pequenas barbatanas que se transformarão em dedos. A cabeça continua a crescer e o cérebro a desenvolver-se. Uma ecografia vaginal pode possivelmente detectar uma pulsação audível do coração.
Semana 7 - Idade Gestational (Idade Fetal - semana 5)
Às 7 semanas todos os orgão essenciais começaram a tomar forma no corpo minúsculo do embrião. Os folículos do cabelo, as pálpebras e a lingua também se começam a desenvolver. Os cotovelos e os dedos são mais visíveis à medida que o tronco se começa a endireitar.
Semana 8 - Idade Gestational (idade Fetal - semana 6)
Semana 8 - Idade Gestational (idade Fetal - semana 6)
As orelhas continuam a formar-se a nível interno e externo. Por esta altura o pequeno embrião tem tudo tal como um adulto. Os ossos começam a ter forma e os músculos podem contrair-se. As características faciais continuam a amadurecer e as pálpebras são agora mais desenvolvidas. O embrião está no fim do período embrionário e começa o período fetal. O embrião tem aproximadamente o tamanho de um feijão, cerca de 2 centímetros.
As orelhas continuam a formar-se a nível interno e externo. Por esta altura o pequeno embrião tem tudo tal como um adulto. Os ossos começam a ter forma e os músculos podem contrair-se. As características faciais continuam a amadurecer e as pálpebras são agora mais desenvolvidas. O embrião está no fim do período embrionário e começa o período fetal. O embrião tem aproximadamente o tamanho de um feijão, cerca de 2 centímetros.
Semanas 9 a 13 - Idade Gestational (Idade Fetal - semanas 7 a 11)
Semanas 9 a 13 - Idade Gestational (Idade Fetal - semanas 7 a 11)
O feto tem aproximadamente 6 cm de comprimento. A genitália externa é definida, ou seja, o sexo já está estabelecido, mas ainda não pode ser visto claramente na ecografia. As pálpebras fecham-se e não voltarão a abrir até à 28ª semana da gravidez. O feto pode fechar as mãos e os dentes começam a desenvolver-se nos maxilares. A cabeça tem quase metade do tamanho do feto inteiro.
O feto tem aproximadamente 6 cm de comprimento. A genitália externa é definida, ou seja, o sexo já está estabelecido, mas ainda não pode ser visto claramente na ecografia. As pálpebras fecham-se e não voltarão a abrir até à 28ª semana da gravidez. O feto pode fechar as mãos e os dentes começam a desenvolver-se nos maxilares. A cabeça tem quase metade do tamanho do feto inteiro.
Semanas 14 a 16 - Idade Gestational (Idade Fetal - semanas 12 a 14)
Segundo Trimestre
A pele do feto é transparente, a cabeça começa a adquirir forma e encontra-se coberta de uma fina penugem denominada "lanugo". O feto começa a desenvolver a capacidade de sucção e engole pequenas quantidades de líquido amniótico. As impressões digitais que individualizam cada ser humano começam a formar-se nos seus minúsculos dedos. Começa também a formar-se mecónio nos intestinos. Nesta fase regista-se um aumento dos movimentos do feto, desenvolvem-se as glândulas de suor, o fígado e o pâncreas começa a segregar as suas enzimas. O feto tem agora aproximadamente 11,6 cm e cerca de 100 gramas.
Segundo Trimestre
A pele do feto é transparente, a cabeça começa a adquirir forma e encontra-se coberta de uma fina penugem denominada "lanugo". O feto começa a desenvolver a capacidade de sucção e engole pequenas quantidades de líquido amniótico. As impressões digitais que individualizam cada ser humano começam a formar-se nos seus minúsculos dedos. Começa também a formar-se mecónio nos intestinos. Nesta fase regista-se um aumento dos movimentos do feto, desenvolvem-se as glândulas de suor, o fígado e o pâncreas começa a segregar as suas enzimas. O feto tem agora aproximadamente 11,6 cm e cerca de 100 gramas.
Semanas 17 a 20 - Idade Gestational (Idade Fetal - semanas 15 a 18)
Semanas 17 a 20 - Idade Gestational (Idade Fetal - semanas 15 a 18)
Poderá sentir pela primeira vez o seu bebé. As sobrancelhas e as pestanas desenvolvem-se, e unhas minúsculas começaram a crescer nos dedos das mão e pés. A pele do feto atravessa uma série de mudanças e começa a produzir vernix na vigésima semana. O vernix é uma substância pastosa branca que cobre a pele do feto para a proteger do líquido amniótico. A pulsação do coração do feto pode ser ouvido através de um estetoscópio. O feto tem agora sensivelmente 16.4 cm da cabeça aos pés e cerca de 300 gramas.
Poderá sentir pela primeira vez o seu bebé. As sobrancelhas e as pestanas desenvolvem-se, e unhas minúsculas começaram a crescer nos dedos das mão e pés. A pele do feto atravessa uma série de mudanças e começa a produzir vernix na vigésima semana. O vernix é uma substância pastosa branca que cobre a pele do feto para a proteger do líquido amniótico. A pulsação do coração do feto pode ser ouvido através de um estetoscópio. O feto tem agora sensivelmente 16.4 cm da cabeça aos pés e cerca de 300 gramas.
Semanas 21 a 23 - Idade Gestational (idade Fetal - semanas 19 a 21)
Semanas 21 a 23 - Idade Gestational (idade Fetal - semanas 19 a 21)
O Lanugo cobre agora o corpo inteiro do feto. O feto começa agora a ter o aspecto de um recém-nascido à medida que a pele se torna menos transparente e a gordura se começa a formar. Os olhos encontram-se perfeitamente desenvolvidos. O fígado e o pâncreas trabalham arduamente para completarem o seu desenvolvimento. O feto conta agora com cerca de 28.9 cm e cerca 500 gramas.
O Lanugo cobre agora o corpo inteiro do feto. O feto começa agora a ter o aspecto de um recém-nascido à medida que a pele se torna menos transparente e a gordura se começa a formar. Os olhos encontram-se perfeitamente desenvolvidos. O fígado e o pâncreas trabalham arduamente para completarem o seu desenvolvimento. O feto conta agora com cerca de 28.9 cm e cerca 500 gramas.
Semanas 24 a 26 - Idade Gestational (Idade Fetal - semanas 22 a 24)
Semanas 24 a 26 - Idade Gestational (Idade Fetal - semanas 22 a 24)
Início do terceiro trimestre
Se o seu bebé nascesse agora, poderia sobreviver com o auxílio da tecnologia médica. O feto desenvolveu ciclos de sono e a mamã começará a aperceber-se quando estes ocorrem. Os pulmões segregam uma substância que impede o tecido dos pulmões de se colar e desenvolver-se-ão agora os sacos de ar. O cérebro encontra-se em rápido desenvolvimento nas próximas semanas. O sistema nervoso desenvolveu-se ao ponto de controlar algumas funções. O feto tem aproximadamente 35.6 cm e pesa cerca de 760 gramas.
Início do terceiro trimestre
Se o seu bebé nascesse agora, poderia sobreviver com o auxílio da tecnologia médica. O feto desenvolveu ciclos de sono e a mamã começará a aperceber-se quando estes ocorrem. Os pulmões segregam uma substância que impede o tecido dos pulmões de se colar e desenvolver-se-ão agora os sacos de ar. O cérebro encontra-se em rápido desenvolvimento nas próximas semanas. O sistema nervoso desenvolveu-se ao ponto de controlar algumas funções. O feto tem aproximadamente 35.6 cm e pesa cerca de 760 gramas.
Semanas 27 a 32 - Idade Gestational (Idade Fetal - semanas 25 a 30)
Semanas 27 a 32 - Idade Gestational (Idade Fetal - semanas 25 a 30)
O feto vai mudar a sua aparência nestas semanas armazenando gordura no corpo, mede aproximadamente 42,4 cm e pesa cerca de 1700 gramas. Os pulmões ainda não se encontram completamente maduros, mas já ocorrem alguns movimentos de respiração ritmados (soluços). Os ossos estão inteiramente desenvolvidos mas o feto necessita ainda tem de armazenar cálcio, ferro e fósforo para o fortalecimento dos mesmos. As pálpebras abrem-se após se terem fechado no final do primeiro trimestre.
O feto vai mudar a sua aparência nestas semanas armazenando gordura no corpo, mede aproximadamente 42,4 cm e pesa cerca de 1700 gramas. Os pulmões ainda não se encontram completamente maduros, mas já ocorrem alguns movimentos de respiração ritmados (soluços). Os ossos estão inteiramente desenvolvidos mas o feto necessita ainda tem de armazenar cálcio, ferro e fósforo para o fortalecimento dos mesmos. As pálpebras abrem-se após se terem fechado no final do primeiro trimestre.
Semanas 33 a 36 - idade Gestational (idade Fetal - semanas 31 a 34)
Semanas 33 a 36 - idade Gestational (idade Fetal - semanas 31 a 34)
Esta é a altura em que o feto descerá para a posição inferior e que se prepara para o nascimento. Ganha mais peso rapidamente. O lanugo começa a desaparecer e o feto torna-se menos vermelho e enrugado. O feto tem agora aproximadamente 47,5 cm e 2620 gramas
Esta é a altura em que o feto descerá para a posição inferior e que se prepara para o nascimento. Ganha mais peso rapidamente. O lanugo começa a desaparecer e o feto torna-se menos vermelho e enrugado. O feto tem agora aproximadamente 47,5 cm e 2620 gramas
Semanas 37 a 40 - idade Gestational (idade Fetal - semanas 35 a 38)
Semanas 37 a 40 - idade Gestational (idade Fetal - semanas 35 a 38)
Às 38 semanas o feto é considerado de termo e estará pronto para nascer a qualquer momento. Os movimentos do bebé podem agora ser menores, pois ocupa todo o espaço do útero. As unhas cresceram muito e deverão ser cortadas logo após o nascimento. A mãe transmite anticorpos ao seu bebé que o ajudarão a proteger contra eventuais doenças. Todos os órgãos estão desenvolvidos, os pulmões amadurecem diariamente até ao dia do nascimento. O feto conta agora com cerca de 50 cm e pesa aproximadamente 3,400 gramas.
Às 38 semanas o feto é considerado de termo e estará pronto para nascer a qualquer momento. Os movimentos do bebé podem agora ser menores, pois ocupa todo o espaço do útero. As unhas cresceram muito e deverão ser cortadas logo após o nascimento. A mãe transmite anticorpos ao seu bebé que o ajudarão a proteger contra eventuais doenças. Todos os órgãos estão desenvolvidos, os pulmões amadurecem diariamente até ao dia do nascimento. O feto conta agora com cerca de 50 cm e pesa aproximadamente 3,400 gramas.
As queixas mais comuns da mãe
As queixas mais comuns da mãe
Naturalmente que ter um bebé a crescer dentro de si tem consequências ao nível do seu bem estar, mas como decerto concordará é um milagre ver um bebé nascer em apenas 9 meses quando tudo começou com um espermatozóide e um óvulo, que tiveram de se encontrar no momento certo.
As queixas mais comuns sentidas pelas mães podem resumir-se a:
Sentimento de enjôo ou mesmo vómitos durante os três primeiros meses. Procure comer pouco e muitas vezes para minimizar esta situação e não se esqueça de informar o seu médico deste facto.
Prisão de ventre é causada pela presença de hormonas que retardam o funcionamento do instestino grosso. Como fibras, faça exercício e beba água. Não tome quaisquer suplementos vitamínicos sem antes consultar o seu médico.
Há medida que o útero faz mais pressão sobre o estômago, poderá sentir indigestão ou azia. Faça refeições ligeiras vária vezes ao dia.
Naturalmente que ter um bebé a crescer dentro de si tem consequências ao nível do seu bem estar, mas como decerto concordará é um milagre ver um bebé nascer em apenas 9 meses quando tudo começou com um espermatozóide e um óvulo, que tiveram de se encontrar no momento certo.
As queixas mais comuns sentidas pelas mães podem resumir-se a:
Sentimento de enjôo ou mesmo vómitos durante os três primeiros meses. Procure comer pouco e muitas vezes para minimizar esta situação e não se esqueça de informar o seu médico deste facto.
Prisão de ventre é causada pela presença de hormonas que retardam o funcionamento do instestino grosso. Como fibras, faça exercício e beba água. Não tome quaisquer suplementos vitamínicos sem antes consultar o seu médico.
Há medida que o útero faz mais pressão sobre o estômago, poderá sentir indigestão ou azia. Faça refeições ligeiras vária vezes ao dia.
Lista do que levar na mala da maternidade
Para preparar a mala para a maternidade terá de considerar as suas necessidades e, claro, as necessidades do bebé. Poderá preparar duas malas separadas ou apenas uma com duas secções distintas: mãe e bebé.
Se pretender que o bebé vista um conjunto de roupa especial logo que nasça, deverá preparar o conjunto de roupa e colocá-lo num saco transparente e anexar uma nota para que as enfermeiras saibam que essa será a primeira roupa a vestir ao bebé. Se pretender determinar todos os conjuntos de roupa a vestir ao bebé, deverá fazer o mesmo para cada um, mencionando o dia em que cada um deve ser vestido: 1º dia, 2º dia, etc.
Porém, antes de fazer a lista deverá perguntar no hospital ou maternidade onde irá ocorrer o parto, qual é a lista de coisas indispensáveis para levar para o hospital, quer para a mãe, quer para o bebé - a lista de maternidade pode variar de local para local. Todavia fica aqui uma lista que funcionará bem em qualquer local.
Mala de maternidade para o bebé
◦1 gorro
◦2 pares de meias ou botinhas
◦5 babygrows
◦5 bodies
◦2 chupetas diferentes
◦Manta e lençol para a alcofa
◦1 cadeirinha ou alcofa (para a saída)
◦Algumas fraldas de pano
◦15 fraldas de recém-nascido
◦2 toalhas de banho
Mala de maternidade para a mulher
◦Documentos pessoais, cartão do seguro de saúde e cartão de utente
◦Últimos resultados dos exames efetuados durante a gravidez
◦Produtos de higiene pessoal (champô, creme de corpo, desodorizante, pasta dos dentes, creme de rosto, gel de banho)
◦Um pequeno kit de maquilhagem incluindo batom do cieiro
◦Escova e ganchos para o cabelo
◦3 camisas de dormir confortáveis que facilitem a amamentação e bem bonitas
◦2 ou 3 soutiens de amamentação
◦1 par de chinelos confortáveis
◦Creme protetor para os mamilos
◦12 cuecas descartáveis
◦1 robe
◦1 caixa de discos absorventes (amamentação)
◦Pensos higiénicos bastante absorventes
◦Cinta pós-parto
◦1 toalhão de banho
◦Roupa para a saída do hospital
◦Água para beber
◦Alguns snacks
◦Telemóvel e carregador
◦Máquina fotográfica e carregador
Para preparar a mala para a maternidade terá de considerar as suas necessidades e, claro, as necessidades do bebé. Poderá preparar duas malas separadas ou apenas uma com duas secções distintas: mãe e bebé.
Se pretender que o bebé vista um conjunto de roupa especial logo que nasça, deverá preparar o conjunto de roupa e colocá-lo num saco transparente e anexar uma nota para que as enfermeiras saibam que essa será a primeira roupa a vestir ao bebé. Se pretender determinar todos os conjuntos de roupa a vestir ao bebé, deverá fazer o mesmo para cada um, mencionando o dia em que cada um deve ser vestido: 1º dia, 2º dia, etc.
Porém, antes de fazer a lista deverá perguntar no hospital ou maternidade onde irá ocorrer o parto, qual é a lista de coisas indispensáveis para levar para o hospital, quer para a mãe, quer para o bebé - a lista de maternidade pode variar de local para local. Todavia fica aqui uma lista que funcionará bem em qualquer local.
Mala de maternidade para o bebé
◦1 gorro
◦2 pares de meias ou botinhas
◦5 babygrows
◦5 bodies
◦2 chupetas diferentes
◦Manta e lençol para a alcofa
◦1 cadeirinha ou alcofa (para a saída)
◦Algumas fraldas de pano
◦15 fraldas de recém-nascido
◦2 toalhas de banho
Mala de maternidade para a mulher
◦Documentos pessoais, cartão do seguro de saúde e cartão de utente
◦Últimos resultados dos exames efetuados durante a gravidez
◦Produtos de higiene pessoal (champô, creme de corpo, desodorizante, pasta dos dentes, creme de rosto, gel de banho)
◦Um pequeno kit de maquilhagem incluindo batom do cieiro
◦Escova e ganchos para o cabelo
◦3 camisas de dormir confortáveis que facilitem a amamentação e bem bonitas
◦2 ou 3 soutiens de amamentação
◦1 par de chinelos confortáveis
◦Creme protetor para os mamilos
◦12 cuecas descartáveis
◦1 robe
◦1 caixa de discos absorventes (amamentação)
◦Pensos higiénicos bastante absorventes
◦Cinta pós-parto
◦1 toalhão de banho
◦Roupa para a saída do hospital
◦Água para beber
◦Alguns snacks
◦Telemóvel e carregador
◦Máquina fotográfica e carregador
9 alimentos que se devem evitar durante uma gravidez
9 alimentos que se devem evitar durante uma gravidez
O que será que se pode comer durante a gravidez? Tudo numa gravidez é uma interrogação e as dúvidas soam a toda a hora. No que respeita ao que se pode comer durante a gravidez saiba que existem alguns tipos de alimentos ou comidas que deve evitar.
A gravidez desencadeia mais apetite devido ao aumento de certas hormonas. Porém, apesar de lhe poder apetecer muito um certo tipo de alimento ou de comida, mantenha-se fiel a comidas baixas em bactérias. Não se iniba em perguntar ao seu médico tudo o que pode ou não pode ingerir durante a gravidez. É sempre melhor prevenir… já diz o ditado.
1. Carne mal passada
Nunca, mas nunca, coma carne mal passada. Coma carne sempre bem passada. O bife tártaro não pode estar na lista de desejos de grávida. Sempre que cozinhar carne tenha a certeza que está bem cozinhada.
2. Peixe cru
Se é amante de sushi, esqueça, por muitos desejos que tenha evite o sushi, sashimi, ou qualquer tipo de peixe cru, ou mal cozinhado. A probabilidade de sofrer uma intoxicação alimentar é grande, por isso, esqueça o peixe cru. O mesmo se passa com o peixe fumado. Todos os alimentos devem ser muito bem cozinhados.
3. Peixe com alto teor de mercúrio
A ingestão de peixe é importante, especialmente a ingestão dos mais ricos em ómega 3, importantes para o bom desenvolvimento do cérebro do bebé. Até cerca de 400 gramas por semana é seguro ingerir peixe. O peixe com alto teor de mercúrio, como o peixe-espada, merluza, agulhão e atum é rico em mercúrio e deve ser ingerido com moderação.
4. Ovos crus
A maionese caseira é para esquecer. As salmonelas podem ser muito nocivas ao bebé. E comer a restante massa do bolo por cozer, também não pode ser.
5. Bebidas por pasteurizar
Não beba nada, nem coma alimentos que não estejam pasteurizados. Isto inclui leite e sumos. A pasteurização faz com que o leite ou os sumos sejam aquecidos a uma temperatura que mata os microrganismos sem modificar as características do alimento. Por isso, verifique sempre se os sumos e leite são pasteurizados, antes de os ingerir.
6. Queijos moles
Os queijos são grandes fontes de bactérias. Especialmente os queijos moles e frescos que são feitos de leite não pasteurizado - contêm bactérias como a Listeria (responsável pela listeriose), devem ser evitados quando se está grávida. Os queijos como o queijo azul, camembert, feta, brie, créme, fresco, etc… são para evitar.
7. Enchidos
Um dos alimentos de risco e que se devem evitar são os enchidos, tal como os queijos, pois podem conter a bactéria Listeria, responsável pela listeriose.
8. Adoçantes artificiais
O Ciclamato é completamente desaconselhado para qualquer pessoa, não só durante a gravidez. A Sucralose, Aspartame e Sacarina são consideradas relativamente seguras se forem ingeridas com bastante moderação. Porém, recentes estudos associaram o consumo destas substâncias ao aumento do cancro em animais de laboratório.
9. Infusões de ervas
Embora ainda não esteja confirmado a 100%, não é aconselhável ingerir infusões de ervas durante a gravidez, especialmente durante o primeiro trimestre.
O que será que se pode comer durante a gravidez? Tudo numa gravidez é uma interrogação e as dúvidas soam a toda a hora. No que respeita ao que se pode comer durante a gravidez saiba que existem alguns tipos de alimentos ou comidas que deve evitar.
A gravidez desencadeia mais apetite devido ao aumento de certas hormonas. Porém, apesar de lhe poder apetecer muito um certo tipo de alimento ou de comida, mantenha-se fiel a comidas baixas em bactérias. Não se iniba em perguntar ao seu médico tudo o que pode ou não pode ingerir durante a gravidez. É sempre melhor prevenir… já diz o ditado.
1. Carne mal passada
Nunca, mas nunca, coma carne mal passada. Coma carne sempre bem passada. O bife tártaro não pode estar na lista de desejos de grávida. Sempre que cozinhar carne tenha a certeza que está bem cozinhada.
2. Peixe cru
Se é amante de sushi, esqueça, por muitos desejos que tenha evite o sushi, sashimi, ou qualquer tipo de peixe cru, ou mal cozinhado. A probabilidade de sofrer uma intoxicação alimentar é grande, por isso, esqueça o peixe cru. O mesmo se passa com o peixe fumado. Todos os alimentos devem ser muito bem cozinhados.
3. Peixe com alto teor de mercúrio
A ingestão de peixe é importante, especialmente a ingestão dos mais ricos em ómega 3, importantes para o bom desenvolvimento do cérebro do bebé. Até cerca de 400 gramas por semana é seguro ingerir peixe. O peixe com alto teor de mercúrio, como o peixe-espada, merluza, agulhão e atum é rico em mercúrio e deve ser ingerido com moderação.
4. Ovos crus
A maionese caseira é para esquecer. As salmonelas podem ser muito nocivas ao bebé. E comer a restante massa do bolo por cozer, também não pode ser.
5. Bebidas por pasteurizar
Não beba nada, nem coma alimentos que não estejam pasteurizados. Isto inclui leite e sumos. A pasteurização faz com que o leite ou os sumos sejam aquecidos a uma temperatura que mata os microrganismos sem modificar as características do alimento. Por isso, verifique sempre se os sumos e leite são pasteurizados, antes de os ingerir.
6. Queijos moles
Os queijos são grandes fontes de bactérias. Especialmente os queijos moles e frescos que são feitos de leite não pasteurizado - contêm bactérias como a Listeria (responsável pela listeriose), devem ser evitados quando se está grávida. Os queijos como o queijo azul, camembert, feta, brie, créme, fresco, etc… são para evitar.
7. Enchidos
Um dos alimentos de risco e que se devem evitar são os enchidos, tal como os queijos, pois podem conter a bactéria Listeria, responsável pela listeriose.
8. Adoçantes artificiais
O Ciclamato é completamente desaconselhado para qualquer pessoa, não só durante a gravidez. A Sucralose, Aspartame e Sacarina são consideradas relativamente seguras se forem ingeridas com bastante moderação. Porém, recentes estudos associaram o consumo destas substâncias ao aumento do cancro em animais de laboratório.
9. Infusões de ervas
Embora ainda não esteja confirmado a 100%, não é aconselhável ingerir infusões de ervas durante a gravidez, especialmente durante o primeiro trimestre.
40 razões para ter um filho...
40 razões para ter um filho
Vi esse texto no site do Hospital e Maternidade Vila da Serra e achei interessante...
Na França, a escritora Corinne Maier lançou um livro enumerando as 40 razões para NÃO ter filhos. Virou best-seller. A onda nesse sentido é tão forte que até um insólito movimento pela extinção voluntária da humanidade anda ganhando espaço. Como eles, a gente também acha que não ter filho é o fim do mundo, mas por razões beeeeeeem diferentes...Podemos dizer, sem medo, que filho, hoje em dia, é escolha. Escolha porque a gente tem mil recursos anticoncepcionais para evitá-los, porque as técnicas de reprodução assistida estão aí, poderosas, ajudando muito quem tem dificuldades fisiológicas, porque sempre existe a opção superbacana de adotar uma criança.É óbvio que ter filho não é uma obrigação. Muitas vezes, não rola mesmo. Faltam condições financeiras, físicas ou emocionais – e é isso aí, a vida é assim.
Mas o que a gente vem observando é que as famílias estão cada vez menores e muitos casais simplesmente optam por não ter filhos e ponto. Há 40 anos, as mulheres queriam casar logo, antes dos 21 anos, e ter pelo menos três filhos. A média de filhos por família chegava a seis! Hoje, está na casa dos 2,4. Na França, acaba de sair este livro defendendo o direito de não ter filhos: No Kid, Quarante Raisons de Nes Pas Avoir d’Enfant, da franco-suíça Corinne Maier. O que ela basicamente diz é que a sociedade atual espera muito dos pais. E questiona: “Não há outros meios de dar sentido à vida?” Se a gente levar essa conversa ao extremo, vamos dar de cara até com o Movimento de Extinção Voluntária da Humanidade, que existe sim, é real, e anda convocando os seres humanos a parar de se reproduzir, causando a extinção gradual da espécie. A gente aqui na Pais e Filhos acha isso tudo uma loucura. Para nós, não ter filhos é desperdiçar uma oportunidade luxuosa de nos tornarmos seres humanos melhores. Listar 40 razões para ter filhos foi tarefa fácil demais. Elas estão aí. Poderíamos fazer mais 40 e ainda outras 40, mas este já é um bom começo.
1. Por que você quer. E muito A gente não acha que ninguém é obrigado a ter filho, claro. Só tem de ter mesmo quem quer de verdade. E hoje isso é mais do que possível. A pílula é um pouco mais velha que a Pais e Filhos – chegou ao Brasil em 1962. Mesmo com todos os recursos que existem, 20% dos bebês no país nascem de mães com menos de 20 anos, e tem coisa errada aí. A gravidez nasce de um desejo (pode ser o de ter um lugar dentro da sociedade), e, para muitas jovens, acaba sendo o de ser mãe. O que a gente defende é que esse desejo seja consciente e venha na hora certa. Filho só pode ter a função de ser filho.
2. Para deixar de ser só filho E crescer! Básico: se você não tem filho, nunca deixa de ser filho. E aí, o seu crescimento é mais lento e mais difícil. Claro ue a gente não deixa de ser filho nunca, mas deixar de ser SÓ filho amplia, abre possibilidades novas, importantes, ricas. Filho nos traz essa oportunidade de nos tornarmos adultos de verdade.
3. Para entender melhor seus pais Paul Reiser, da série Mad About You, tem um livro sensacional sobre a paternidade, chamado Vida de Bebê. Na dedicatória, ele entrega: “Para meus pais, com todo o amor do mundo. Acho que agora eu entendi”.
4. Para descobrir uma imensa e surpreendente capacidade de amar Quando temos filho, somos apresentados a esse tal de amor incondicional. “Passamos por uma renovação e ampliação do repertório emocional, que é o que faz a vida interessante”, diz a psicoterapeuta Lidia Aratangy, mãe de Claudia, Silvia, Ucha e Sergio.
5. Para incluir mais gente numa história de amor que dá certo Ser casado sem filho é quase como ser solteiro: pode não fazer almoço um dia e tudo bem etc. etc. etc. Com criança no pedaço, a casa tem de ser reorganizada, não dá mais pra ter só água na geladeira... O mais importante: você precisa dividir e respeitar as decisões do parceiro sobre o filho também. Se tiver bases sólidas, a união pode ficar mais forte com tudo isso. Vocês deixaram de ser casal para ser família. Um grande e maravilhoso passo! E mesmo quem tem filho sozinho: o filho traz esse sentido de família e a gente valoriza isso demais.
6. Para deixar de ser adolescente Hoje, a gente vive mais e tem gente dizendo que os 30 são os novos 20, mas não dá para usar isso como desculpa para não amadurecer. Na adolescência, alguns de nós juramos que nunca vamos ter filhos, coisa da fase mesmo. O escritor britânico Ian Sansom, autor do livro De A a Z, A Verdade Sobre os Bebês, escreve: “Existe algo esquisito nas famílias. Existe algo triste nas famílias. Existe algo tão triste nas famílias que nos faz sair correndo para formar outras famílias.” É meio dramático, mas mostra que é possível reinventar a nossa história, outra lição que os filhos nos dão...
7. Para sentir o poder de gerar outra pessoa Saber que você pode gerar um novo ser é mágico. Não é à toa que as mulheres sempre foram vistas assim meio como bruxas, exatamente por causa disso. Ver a barriga crescer, sentir os primeiros movimentos da criança, é incrível. Apesar de a gente achar que, no fundo, no fundo, gravidez não faz ninguém ser mãe de verdade. É uma delícia e tal, mas, na hora que o bebê nasce é que começa a história pra valer.
8. Para aprender a respeitar as diferenças Por mais que você seja rígido na educação, é bom baixar a bola: seu filho nunca vai ser exatamente da forma como você imagina – e ainda bem, aleluia! Se você prestar bem atenção, vai perceber isso desde o primeiro momento: na primeira hora em que pegamos a criança no colo, já vem a sensação meio estranha: “Nossa, ele é outra pessoa!”. Que bom que é. E perceber quem é essa pessoa é o melhor da história toda, é o grande lance. Descobrir o temperamento do seu filho, ir sacando como ele funciona, como reage, o que gosta, o que não gosta... Junto com isso, aprender a respeitar e ajudá-lo a ser do jeito dele é maravilhoso. E, se a gente conseguir levar um pouco dessa experiência pras outras relações que temos na vida, então... Nossa! Melhor ainda!
9. Pra se emocionar com as conquistas dele A primeira vez que ele consegue engatinhar, andar... Quando escreve o nome, com as letras ao contrário ainda... Desde os anos 60, muita coisa mudou, somos a geração do “muito bem!” a cada passo da criança. Mas é importante saber que ele não vai ser o campeão sempre, claro. Então, deixe seu filho tentar, testar, errar. Acertar vai ser conseqüência. E o que importa é o processo, não esqueça que isso vale pros filhos também...
10. Para aprender que as coisas são como são, nem tudo é perfeito. E tudo bem! Ter filhos é golpe mortal no perfeccionismo, não tem jeito. As coisas vivem fugindo do roteiro o tempo todo. Você planeja dar a papinha ao meio-dia, ele cai no sono. Vai dar banho às 19h, ele já dormiu. Claro, a gente precisa ter organização, um mínimo de estrutura, mas também precisa aprender a se adaptar rapidinho, senão aí é que dança.
11. Para tomar mais cuidado com você mesmo Não é à toa que quem tem filho pequeno paga menos na hora de fazer o seguro do carro! As seguradoras sabem muito bem que esse público tem menos tendência a se acidentar, porque é mais cuidadoso mesmo. Quando recebemos o resultado positivo já cai a ficha de que, dali pra frente, você não está mais sozinho...
12. Aceitar a maturidade com tranqüilidade A expectativa de vida cresce a passos largos. Hoje, é de 71,7 anos no Brasil. Em 1960, ficava na casa dos 50,4. Por outro lado, vivemos numa sociedade que supervaloriza a juventude. Mas a gente envelhece mesmo, e isso é muito bom, cada fase da vida tem sua beleza. Com os filhos, isso fica mais claro. A gente não precisa ser eternamente jovem, podemos curtir a juventude deles. A passagem do tempo ganha um outro sentido.
13. Para poder, um dia, ser avó ou avô Claro que ser avó ou avô não depende da gente, depende de os filhos quererem ser pais. Mas, se a gente fizer a nossa parte direitinho, as chances crescem. Se não tivermos filhos, por exemplo... A chance fica nula de verdade.
14. Para cuidar de alguém “Um dia, há muitos anos, encontrei uma garotinha de 3 anos que me perguntou: ‘Você tem filhos?’. ‘Não’, respondi. ‘Você tem cachorro?’ ‘Não’, disse. E ela: ′Então, afinal, do que você cuida?′”, nos conta o psicólogo André Trindade, pai de criação de Gabriel e Laura. Ele diz que criar, cuidar, fazer crescer, acompanhar, proteger e se responsabilizar por alguém alimentam a criatividade em nós. A gente concorda total.
15. Para deixar de ser o centro da própria vida A criança é egocêntrica por definição. No começo, acha que o mundo e ela são a mesma coisa. Depois, acredita que o mundo gira em torno dela. Demora pra perceber que não é bem assim. Tem uns que não percebem nunca, aliás... Nem depois de grandes! Ter filho ajuda a fazer essa ficha cair.
16. Para rever suas prioridades Segundo pesquisa feita pela psicóloga Cecília Russo Troiano, mãe de Beatriz e Gabriel, publicada no livro Vida de Equilibrista – Dores e Delícias da Mãe que Trabalha (ed. Cultrix), 30% das mães dizem que adiaram o plano de ter filhos por causa da carreira. O mundo mudou, as mulheres não trabalham só por escolha, mas por necessidade. Porém, como diz uma das entrevistadas de Cecilia, uma mãe do Rio Grande do Sul, “não ter filho por causa do trabalho não tem sentido”.
17. Ter um bom motivo para chegar mais cedo em casa Filho gosta de quantidade e qualidade. Aquele papo do “fico pouco tempo com meu filho, mas funciona” a gente sabe que não cola. É preciso estar esperto e não bobear: quanto mais tempo com eles, melhor. Férias juntos, então... Fundamental! Ou seja, o tempo passado junto é que é o grande luxo. E para ficar mais tempo com os filhos, temos de nos organizar no trabalho e fazer as coisas funcionarem melhor. É duro, mas... A verdade é que estamos bem no meio de uma transição. Se em 1976, só 20% das mulheres estavam no mercado de trabalho, hoje as trabalhadoras são mais da metade da população feminina no Brasil. Ainda são poucas as empresas que adotam horários flexíveis e programas de home office, mas elas começam a existir.
18. Ficar um tempo sem trabalhar Pra quem não pára nunca, é uma experiência única. A licença-maternidade obrigatória no Brasil tem quatro meses desde a Constituição de 1988. Está em tramitação um projeto de lei estendendo a licença para seis meses, desde que a companhia decida aderir voluntariamente ao esquema em troca de isenção fiscal. Cerca de 40 municípios já adotam a licença maior. A licença paternidade, hoje de cinco dias, seria de 15.
19. Sentir o prazer de amamentar Em 1975, aqui no Brasil, uma a cada duas mulheres amamentava o filho apenas até o segundo ou terceiro mês de vida. Hoje sabemos todos dos enormes benefícios do leite materno para a criança. E sentir que seu corpo é capaz de produzir o alimento de seu filho é uma experiência fantástica.
20. Sentir o prazer de dar de mamar Se não puder amamentar, não estresse, pelo amor de Deus. Não tem de ter culpa de nada, culpa só estraga. Faça da hora da mamadeira uma hora especial, gostosa, única, de intimidade e cumplicidade.
21. Para passar pela experiência do parto Foi durante os anos 70 que o índice de cesarianas no Brasil começou a viver este boom. Pra equilibrar o jogo, nos últimos anos vem crescendo o movimento pelo parto humanizado, com o mínimo de intervenção médica. De novo, não precisa radicalizar: anestesia está aí para ser usada sempre que necessário e ninguém aqui está defendendo sofrimento. O que a gente sabe é que, com ou sem ela, o parto é um daqueles momentos fundadores, em que a vida se renova e a gente nasce de novo, junto com o filho.
22. Para conhecer a pessoa mais linda do mundo O poeta alemão Hölderin dizia sobre a infância: "É integralmente aquilo que é e, portanto, é bela". Filho é sempre lindo. O nosso, muito mais que o dos outros, sempre. E tem de ser assim.
23. Para ouvir alguém te chamar de mãe ou pai Pode parecer a coisa mais babaca do universo, mas que é demais, é. Não tem o que falar. Você sabe o que é isso...
24. Reviver um pouco da sua própria infância, ou tirar uma casquinha da infância deles...“Lembro das primeiras férias de verão com meus filhos, relembrei das minhas. São lembranças que voltam, deliciosamente”, conta nossa colunista Patrícia Broggi, mãe de Luca e Tiago. Ter de brincar com eles, desenhar, cantar, esperar o Papai Noel, a fada do Dente, ler histórias, ver filmes maravilhosos... Ah, que alegria! Você só tem a ganhar!
25. Comprar brinquedos incríveis para eles e para você Em 1894, um tal dr. L.E. Holt dizia, com a maior autoridade: “Com crianças de menos de 6 meses de idade não se deve brincar jamais. Nas idades posteriores, quanto menos se brincar, melhor”. Ainda bem que, hoje, a gente sabe que brincar é fundamental para eles. Volta e meia a gente usa isso como desculpa pra comprar aquele carrinho de controle remoto que eles vão adorar. E que você já adorou. Tudo bem, tá tudo certo. Afinal, esses brinquedos maravilhosos não existiam quando a gente era criança, certo? Então, por que não aproveitar também?
26. Para se renovar e rejuvenescer Ter filho é comprovar a validade da lei do eterno retorno. “Acompanhar uma criança permite retomar em nós aquilo que fomos. Há uma sabedoria infantil que conta com a espontaneidade, com a vontade de descobrir o mundo e com a capacidade de brincar. Quando o adulto consegue recuperar em si essas atitudes, ele se beneficia enormemente”, diz o psicólogo André Trindade.
27. Para entender de uma vez que preocupação com ambiente não é coisa de ecochato A gente sabe: as previsões são catastróficas. Metade da Amazônia pode dançar até 2030, temperatura subindo, calotas derretendo... Ter filho torna a coisa ainda mais urgente, porque a gente quer que o mundo exista pra eles, certo? O que não dá é para acreditar em tudo, se imobilizar e resolver que já acabou e não tem mais o que fazer. Tem, sim, e muito. Pra começar, dentro da sua casa mesmo, na sua vida cotidiana. As próprias crianças estão nos ensinando que tem de cuidar pra ter.
28. Para adquirir hábitos mais saudáveis Com criança em casa a gente revê tudo. Aprendemos, ou reaprendemos e confirmamos, que não precisa de açúcar porque fruta já é doce, que sal tem de ser bem pouquinho, trocamos fritura por grelhado, porque o médico falou, porque a gente leu que é bom. Hoje, estudando o histórico familiar, os pediatras conseguem prevenir uma série de problemas, fazendo ajustes na dieta: se há tendência a alergias, certos alimentos podem ser evitados etc. E, quando a gente vê, está comendo direito ese cuidando mais, junto com eles. A teoria tem muito mais chance de virar prática.
29. Para descobrir seu lado meio médico Sabe aquele talento que mãe tem pra saber o que a criança tem só de olhar e a gente acha impressionante? Logo logo você também passa a ter, você vai ver. Ninguém aqui está falando de se automedicar ou sair usando remédio que nem louca, a torto e a direito, nada disso. Tem de ligar pro médico sempre, isso é básico. Mas ao menos você fica conhecendo os sintomas e já passa o serviço mais completo. E, logo, você vai ser aquela pessoa no trabalho pra quem a colega pede pra ver se está com febre mesmo. Coisa de mãe. Ou pai.
30. Pra sentir um certo gostinho de continuidade O comediante norte-americano Jerry Seinfeld, que a gente adora, disse uma vez: “Já sei o que esses bebês estão fazendo aí. Eles estão aí pra nos substituir”. É piada, óbvio, mas ter filhos, de certa forma, é apostar numa sucessão, em uma continuidade. Você assistiu ao filme Rei Leão? Sabe aquela coisa de pertencer, de estar dentro do ciclo da vida, de ser elo de uma cadeia? É por aí, e é bacana....
31. Descobrir que você sabe contar histórias A escritora e tradutora Lya Luft descobriu que sabia contar histórias para crianças depois que se tornou avó, e até já escreveu dois livros para crianças, em que a personagem principal é ela mesma, uma bruxa boa. Claro que não é todo mundo que tem o talento dela, mas, quando temos filho, parece que é quase natural: a gente se vê relembrando histórias da infância, inventando a partir do nada ou do mote que eles nos dão... E solta um pouco a imaginação, a fantasia... Lidar com o lúdico, né? Coisas que só fazem bem.
32. Para olhar para as coisas de novo, como pela primeira vez “Aprendi com meu filho de dez anos/que a poesia é a descoberta/das coisas que eu nunca vi”. Esses versos de Oswald de Andrade (1890-1954) resumem tudo o que a gente quer dizer. É fácil cair nessa cilada de crescer e ir deixando de se surpreender com as coisas e ligar um tipo de piloto-automático – tudo em nome de, sei lá, um suposto “facilitar a vida”, que, no final das contas, é perder o milagre que a vida é. O filho nos ajuda a trazer tudo isso de volta. O mundo ganha novos sentidos e tudo começa outra vez a cada nova descoberta dele e sua...
33. Ter um motivo para aprender a cozinhar Há 40 anos, a frase “já pode casar”, quando alguma mulher servia um prato saboroso, não era pejorativa, não. Mulher tinha de saber pilotar forno e fogão, era uma espécie de pré-requisito. Hoje a gente pira na hora que tem de fazer a primeira papinha do filho, é ou não é? Acontece que cozinhar pode ser uma enorme delícia e nunca é tarde pra aprender.
34. Porque o pai hoje participa de tudo Nos anos 70, o pai ficava fora da sala de parto, não chegava nem perto de uma mamadeira, não pegava em fralda de jeito nenhum e era “chamado” só na hora de uma bronca mais pesada. Estranho? Na sua casa não é assim? Ainda bem! A pesquisa de Cecília Russo Troiano mostra que a coisa foi mudando aos poucos, sim, mas as mulheres ainda realizam a maior parte das tarefas. Por exemplo: enquanto 91% das mães levam o filho ao médico, só 4% dos pais fazem o mesmo!!! Ok, ok, falta bastante para as coisas se equilibrarem mais, mas o espaço foi aberto e isso é um ganho enorme.
35. Porque a medicina evoluiu muito E isso é muito mais importante do que a gente pensa à primeira vista. Hoje é possível prevenir um monte de doenças, tem vacina contra gripe, rotavírus, hepatite... Se no final dos anos 60 os primeiros aparelhos de ultrasom ainda estavam chegando ao Brasil, hoje temos ultra-som 4D, os avanços das pesquisas de células-tronco não param de nos surpreender e se fala em terapias genéticas para parar doenças como o câncer. Temos mais é que comemorar, e muito.
36. Para sentir o que é ter alguém que confia 100% em você O que é confiar, o que é confiança? Você sabe direitinho a resposta – e sente o que é isso ali, na pele – quando tem uma criança dormindo no seu colo, totalmente entregue. É maravilhoso, assim como a responsabilidade, que até pode assustar, mas faz parte: ter filho é também aprender a lidar com isso.
37. Encarar o futuro de uma nova maneira Sim, porque, quando os filhos chegam, esse conceito deixa de ser uma abstração. A gente não pode mais só esperar que ele chegue; a gente tem de prepará-lo a cada dia. Pode ser nas coisas mais concretas, como se programando financeiramente, fazendo previdência, essas coisas. E também se preocupando em votar em políticos bacanas, entrando pra uma ONG, separando o lixo, o que for.
38. Para ter a enorme chance de se tornar um ser humano melhor Não adianta fazer discurso: criança se espelha no exemplo, não tem jeito. É como você é e como se comporta que vai fazer diferença. É no seu comportamento que seu filho está ligado e é o que ele vai registrando, não tem conversa nenhuma. Falar uma coisa e fazer outra não dá. Ter filho é agüentar a barra do que a gente é, as conseqüências de ser quem somos e das escolhas que fazemos.
39. Ter filho não é dar à luz, é receber iluminação diária Foi nossa colunista Tetê Pacheco, mãe de Bento e Otto, quem escreveu isso, aqui na Pais e Filhos. A gente assina embaixo. O tanto que se aprende, que nos modificamos e crescemos... É pra agradecer todo dia!
40. Porque seu filho é único e tudo que você sente em relação a ele é intraduzível...Tem gente que diz que a escolha de ter filhos é difícil porque é definitiva... Bem, definitivo, para nós, é não ter filhos! E cada um vai descobrir seu jeito de ser pai e mãe, não tem uma receita. Cada universo único que uma vida é. Nós, aqui da Pais e Filhos, só podemos mais uma vez dizer o que a gente vem falando desde sempre, até na missão da nossa revista: aproveite tudo que a maternidade ou a paternidade está te trazendo!
Vi esse texto no site do Hospital e Maternidade Vila da Serra e achei interessante...
Na França, a escritora Corinne Maier lançou um livro enumerando as 40 razões para NÃO ter filhos. Virou best-seller. A onda nesse sentido é tão forte que até um insólito movimento pela extinção voluntária da humanidade anda ganhando espaço. Como eles, a gente também acha que não ter filho é o fim do mundo, mas por razões beeeeeeem diferentes...Podemos dizer, sem medo, que filho, hoje em dia, é escolha. Escolha porque a gente tem mil recursos anticoncepcionais para evitá-los, porque as técnicas de reprodução assistida estão aí, poderosas, ajudando muito quem tem dificuldades fisiológicas, porque sempre existe a opção superbacana de adotar uma criança.É óbvio que ter filho não é uma obrigação. Muitas vezes, não rola mesmo. Faltam condições financeiras, físicas ou emocionais – e é isso aí, a vida é assim.
Mas o que a gente vem observando é que as famílias estão cada vez menores e muitos casais simplesmente optam por não ter filhos e ponto. Há 40 anos, as mulheres queriam casar logo, antes dos 21 anos, e ter pelo menos três filhos. A média de filhos por família chegava a seis! Hoje, está na casa dos 2,4. Na França, acaba de sair este livro defendendo o direito de não ter filhos: No Kid, Quarante Raisons de Nes Pas Avoir d’Enfant, da franco-suíça Corinne Maier. O que ela basicamente diz é que a sociedade atual espera muito dos pais. E questiona: “Não há outros meios de dar sentido à vida?” Se a gente levar essa conversa ao extremo, vamos dar de cara até com o Movimento de Extinção Voluntária da Humanidade, que existe sim, é real, e anda convocando os seres humanos a parar de se reproduzir, causando a extinção gradual da espécie. A gente aqui na Pais e Filhos acha isso tudo uma loucura. Para nós, não ter filhos é desperdiçar uma oportunidade luxuosa de nos tornarmos seres humanos melhores. Listar 40 razões para ter filhos foi tarefa fácil demais. Elas estão aí. Poderíamos fazer mais 40 e ainda outras 40, mas este já é um bom começo.
1. Por que você quer. E muito A gente não acha que ninguém é obrigado a ter filho, claro. Só tem de ter mesmo quem quer de verdade. E hoje isso é mais do que possível. A pílula é um pouco mais velha que a Pais e Filhos – chegou ao Brasil em 1962. Mesmo com todos os recursos que existem, 20% dos bebês no país nascem de mães com menos de 20 anos, e tem coisa errada aí. A gravidez nasce de um desejo (pode ser o de ter um lugar dentro da sociedade), e, para muitas jovens, acaba sendo o de ser mãe. O que a gente defende é que esse desejo seja consciente e venha na hora certa. Filho só pode ter a função de ser filho.
2. Para deixar de ser só filho E crescer! Básico: se você não tem filho, nunca deixa de ser filho. E aí, o seu crescimento é mais lento e mais difícil. Claro ue a gente não deixa de ser filho nunca, mas deixar de ser SÓ filho amplia, abre possibilidades novas, importantes, ricas. Filho nos traz essa oportunidade de nos tornarmos adultos de verdade.
3. Para entender melhor seus pais Paul Reiser, da série Mad About You, tem um livro sensacional sobre a paternidade, chamado Vida de Bebê. Na dedicatória, ele entrega: “Para meus pais, com todo o amor do mundo. Acho que agora eu entendi”.
4. Para descobrir uma imensa e surpreendente capacidade de amar Quando temos filho, somos apresentados a esse tal de amor incondicional. “Passamos por uma renovação e ampliação do repertório emocional, que é o que faz a vida interessante”, diz a psicoterapeuta Lidia Aratangy, mãe de Claudia, Silvia, Ucha e Sergio.
5. Para incluir mais gente numa história de amor que dá certo Ser casado sem filho é quase como ser solteiro: pode não fazer almoço um dia e tudo bem etc. etc. etc. Com criança no pedaço, a casa tem de ser reorganizada, não dá mais pra ter só água na geladeira... O mais importante: você precisa dividir e respeitar as decisões do parceiro sobre o filho também. Se tiver bases sólidas, a união pode ficar mais forte com tudo isso. Vocês deixaram de ser casal para ser família. Um grande e maravilhoso passo! E mesmo quem tem filho sozinho: o filho traz esse sentido de família e a gente valoriza isso demais.
6. Para deixar de ser adolescente Hoje, a gente vive mais e tem gente dizendo que os 30 são os novos 20, mas não dá para usar isso como desculpa para não amadurecer. Na adolescência, alguns de nós juramos que nunca vamos ter filhos, coisa da fase mesmo. O escritor britânico Ian Sansom, autor do livro De A a Z, A Verdade Sobre os Bebês, escreve: “Existe algo esquisito nas famílias. Existe algo triste nas famílias. Existe algo tão triste nas famílias que nos faz sair correndo para formar outras famílias.” É meio dramático, mas mostra que é possível reinventar a nossa história, outra lição que os filhos nos dão...
7. Para sentir o poder de gerar outra pessoa Saber que você pode gerar um novo ser é mágico. Não é à toa que as mulheres sempre foram vistas assim meio como bruxas, exatamente por causa disso. Ver a barriga crescer, sentir os primeiros movimentos da criança, é incrível. Apesar de a gente achar que, no fundo, no fundo, gravidez não faz ninguém ser mãe de verdade. É uma delícia e tal, mas, na hora que o bebê nasce é que começa a história pra valer.
8. Para aprender a respeitar as diferenças Por mais que você seja rígido na educação, é bom baixar a bola: seu filho nunca vai ser exatamente da forma como você imagina – e ainda bem, aleluia! Se você prestar bem atenção, vai perceber isso desde o primeiro momento: na primeira hora em que pegamos a criança no colo, já vem a sensação meio estranha: “Nossa, ele é outra pessoa!”. Que bom que é. E perceber quem é essa pessoa é o melhor da história toda, é o grande lance. Descobrir o temperamento do seu filho, ir sacando como ele funciona, como reage, o que gosta, o que não gosta... Junto com isso, aprender a respeitar e ajudá-lo a ser do jeito dele é maravilhoso. E, se a gente conseguir levar um pouco dessa experiência pras outras relações que temos na vida, então... Nossa! Melhor ainda!
9. Pra se emocionar com as conquistas dele A primeira vez que ele consegue engatinhar, andar... Quando escreve o nome, com as letras ao contrário ainda... Desde os anos 60, muita coisa mudou, somos a geração do “muito bem!” a cada passo da criança. Mas é importante saber que ele não vai ser o campeão sempre, claro. Então, deixe seu filho tentar, testar, errar. Acertar vai ser conseqüência. E o que importa é o processo, não esqueça que isso vale pros filhos também...
10. Para aprender que as coisas são como são, nem tudo é perfeito. E tudo bem! Ter filhos é golpe mortal no perfeccionismo, não tem jeito. As coisas vivem fugindo do roteiro o tempo todo. Você planeja dar a papinha ao meio-dia, ele cai no sono. Vai dar banho às 19h, ele já dormiu. Claro, a gente precisa ter organização, um mínimo de estrutura, mas também precisa aprender a se adaptar rapidinho, senão aí é que dança.
11. Para tomar mais cuidado com você mesmo Não é à toa que quem tem filho pequeno paga menos na hora de fazer o seguro do carro! As seguradoras sabem muito bem que esse público tem menos tendência a se acidentar, porque é mais cuidadoso mesmo. Quando recebemos o resultado positivo já cai a ficha de que, dali pra frente, você não está mais sozinho...
12. Aceitar a maturidade com tranqüilidade A expectativa de vida cresce a passos largos. Hoje, é de 71,7 anos no Brasil. Em 1960, ficava na casa dos 50,4. Por outro lado, vivemos numa sociedade que supervaloriza a juventude. Mas a gente envelhece mesmo, e isso é muito bom, cada fase da vida tem sua beleza. Com os filhos, isso fica mais claro. A gente não precisa ser eternamente jovem, podemos curtir a juventude deles. A passagem do tempo ganha um outro sentido.
13. Para poder, um dia, ser avó ou avô Claro que ser avó ou avô não depende da gente, depende de os filhos quererem ser pais. Mas, se a gente fizer a nossa parte direitinho, as chances crescem. Se não tivermos filhos, por exemplo... A chance fica nula de verdade.
14. Para cuidar de alguém “Um dia, há muitos anos, encontrei uma garotinha de 3 anos que me perguntou: ‘Você tem filhos?’. ‘Não’, respondi. ‘Você tem cachorro?’ ‘Não’, disse. E ela: ′Então, afinal, do que você cuida?′”, nos conta o psicólogo André Trindade, pai de criação de Gabriel e Laura. Ele diz que criar, cuidar, fazer crescer, acompanhar, proteger e se responsabilizar por alguém alimentam a criatividade em nós. A gente concorda total.
15. Para deixar de ser o centro da própria vida A criança é egocêntrica por definição. No começo, acha que o mundo e ela são a mesma coisa. Depois, acredita que o mundo gira em torno dela. Demora pra perceber que não é bem assim. Tem uns que não percebem nunca, aliás... Nem depois de grandes! Ter filho ajuda a fazer essa ficha cair.
16. Para rever suas prioridades Segundo pesquisa feita pela psicóloga Cecília Russo Troiano, mãe de Beatriz e Gabriel, publicada no livro Vida de Equilibrista – Dores e Delícias da Mãe que Trabalha (ed. Cultrix), 30% das mães dizem que adiaram o plano de ter filhos por causa da carreira. O mundo mudou, as mulheres não trabalham só por escolha, mas por necessidade. Porém, como diz uma das entrevistadas de Cecilia, uma mãe do Rio Grande do Sul, “não ter filho por causa do trabalho não tem sentido”.
17. Ter um bom motivo para chegar mais cedo em casa Filho gosta de quantidade e qualidade. Aquele papo do “fico pouco tempo com meu filho, mas funciona” a gente sabe que não cola. É preciso estar esperto e não bobear: quanto mais tempo com eles, melhor. Férias juntos, então... Fundamental! Ou seja, o tempo passado junto é que é o grande luxo. E para ficar mais tempo com os filhos, temos de nos organizar no trabalho e fazer as coisas funcionarem melhor. É duro, mas... A verdade é que estamos bem no meio de uma transição. Se em 1976, só 20% das mulheres estavam no mercado de trabalho, hoje as trabalhadoras são mais da metade da população feminina no Brasil. Ainda são poucas as empresas que adotam horários flexíveis e programas de home office, mas elas começam a existir.
18. Ficar um tempo sem trabalhar Pra quem não pára nunca, é uma experiência única. A licença-maternidade obrigatória no Brasil tem quatro meses desde a Constituição de 1988. Está em tramitação um projeto de lei estendendo a licença para seis meses, desde que a companhia decida aderir voluntariamente ao esquema em troca de isenção fiscal. Cerca de 40 municípios já adotam a licença maior. A licença paternidade, hoje de cinco dias, seria de 15.
19. Sentir o prazer de amamentar Em 1975, aqui no Brasil, uma a cada duas mulheres amamentava o filho apenas até o segundo ou terceiro mês de vida. Hoje sabemos todos dos enormes benefícios do leite materno para a criança. E sentir que seu corpo é capaz de produzir o alimento de seu filho é uma experiência fantástica.
20. Sentir o prazer de dar de mamar Se não puder amamentar, não estresse, pelo amor de Deus. Não tem de ter culpa de nada, culpa só estraga. Faça da hora da mamadeira uma hora especial, gostosa, única, de intimidade e cumplicidade.
21. Para passar pela experiência do parto Foi durante os anos 70 que o índice de cesarianas no Brasil começou a viver este boom. Pra equilibrar o jogo, nos últimos anos vem crescendo o movimento pelo parto humanizado, com o mínimo de intervenção médica. De novo, não precisa radicalizar: anestesia está aí para ser usada sempre que necessário e ninguém aqui está defendendo sofrimento. O que a gente sabe é que, com ou sem ela, o parto é um daqueles momentos fundadores, em que a vida se renova e a gente nasce de novo, junto com o filho.
22. Para conhecer a pessoa mais linda do mundo O poeta alemão Hölderin dizia sobre a infância: "É integralmente aquilo que é e, portanto, é bela". Filho é sempre lindo. O nosso, muito mais que o dos outros, sempre. E tem de ser assim.
23. Para ouvir alguém te chamar de mãe ou pai Pode parecer a coisa mais babaca do universo, mas que é demais, é. Não tem o que falar. Você sabe o que é isso...
24. Reviver um pouco da sua própria infância, ou tirar uma casquinha da infância deles...“Lembro das primeiras férias de verão com meus filhos, relembrei das minhas. São lembranças que voltam, deliciosamente”, conta nossa colunista Patrícia Broggi, mãe de Luca e Tiago. Ter de brincar com eles, desenhar, cantar, esperar o Papai Noel, a fada do Dente, ler histórias, ver filmes maravilhosos... Ah, que alegria! Você só tem a ganhar!
25. Comprar brinquedos incríveis para eles e para você Em 1894, um tal dr. L.E. Holt dizia, com a maior autoridade: “Com crianças de menos de 6 meses de idade não se deve brincar jamais. Nas idades posteriores, quanto menos se brincar, melhor”. Ainda bem que, hoje, a gente sabe que brincar é fundamental para eles. Volta e meia a gente usa isso como desculpa pra comprar aquele carrinho de controle remoto que eles vão adorar. E que você já adorou. Tudo bem, tá tudo certo. Afinal, esses brinquedos maravilhosos não existiam quando a gente era criança, certo? Então, por que não aproveitar também?
26. Para se renovar e rejuvenescer Ter filho é comprovar a validade da lei do eterno retorno. “Acompanhar uma criança permite retomar em nós aquilo que fomos. Há uma sabedoria infantil que conta com a espontaneidade, com a vontade de descobrir o mundo e com a capacidade de brincar. Quando o adulto consegue recuperar em si essas atitudes, ele se beneficia enormemente”, diz o psicólogo André Trindade.
27. Para entender de uma vez que preocupação com ambiente não é coisa de ecochato A gente sabe: as previsões são catastróficas. Metade da Amazônia pode dançar até 2030, temperatura subindo, calotas derretendo... Ter filho torna a coisa ainda mais urgente, porque a gente quer que o mundo exista pra eles, certo? O que não dá é para acreditar em tudo, se imobilizar e resolver que já acabou e não tem mais o que fazer. Tem, sim, e muito. Pra começar, dentro da sua casa mesmo, na sua vida cotidiana. As próprias crianças estão nos ensinando que tem de cuidar pra ter.
28. Para adquirir hábitos mais saudáveis Com criança em casa a gente revê tudo. Aprendemos, ou reaprendemos e confirmamos, que não precisa de açúcar porque fruta já é doce, que sal tem de ser bem pouquinho, trocamos fritura por grelhado, porque o médico falou, porque a gente leu que é bom. Hoje, estudando o histórico familiar, os pediatras conseguem prevenir uma série de problemas, fazendo ajustes na dieta: se há tendência a alergias, certos alimentos podem ser evitados etc. E, quando a gente vê, está comendo direito ese cuidando mais, junto com eles. A teoria tem muito mais chance de virar prática.
29. Para descobrir seu lado meio médico Sabe aquele talento que mãe tem pra saber o que a criança tem só de olhar e a gente acha impressionante? Logo logo você também passa a ter, você vai ver. Ninguém aqui está falando de se automedicar ou sair usando remédio que nem louca, a torto e a direito, nada disso. Tem de ligar pro médico sempre, isso é básico. Mas ao menos você fica conhecendo os sintomas e já passa o serviço mais completo. E, logo, você vai ser aquela pessoa no trabalho pra quem a colega pede pra ver se está com febre mesmo. Coisa de mãe. Ou pai.
30. Pra sentir um certo gostinho de continuidade O comediante norte-americano Jerry Seinfeld, que a gente adora, disse uma vez: “Já sei o que esses bebês estão fazendo aí. Eles estão aí pra nos substituir”. É piada, óbvio, mas ter filhos, de certa forma, é apostar numa sucessão, em uma continuidade. Você assistiu ao filme Rei Leão? Sabe aquela coisa de pertencer, de estar dentro do ciclo da vida, de ser elo de uma cadeia? É por aí, e é bacana....
31. Descobrir que você sabe contar histórias A escritora e tradutora Lya Luft descobriu que sabia contar histórias para crianças depois que se tornou avó, e até já escreveu dois livros para crianças, em que a personagem principal é ela mesma, uma bruxa boa. Claro que não é todo mundo que tem o talento dela, mas, quando temos filho, parece que é quase natural: a gente se vê relembrando histórias da infância, inventando a partir do nada ou do mote que eles nos dão... E solta um pouco a imaginação, a fantasia... Lidar com o lúdico, né? Coisas que só fazem bem.
32. Para olhar para as coisas de novo, como pela primeira vez “Aprendi com meu filho de dez anos/que a poesia é a descoberta/das coisas que eu nunca vi”. Esses versos de Oswald de Andrade (1890-1954) resumem tudo o que a gente quer dizer. É fácil cair nessa cilada de crescer e ir deixando de se surpreender com as coisas e ligar um tipo de piloto-automático – tudo em nome de, sei lá, um suposto “facilitar a vida”, que, no final das contas, é perder o milagre que a vida é. O filho nos ajuda a trazer tudo isso de volta. O mundo ganha novos sentidos e tudo começa outra vez a cada nova descoberta dele e sua...
33. Ter um motivo para aprender a cozinhar Há 40 anos, a frase “já pode casar”, quando alguma mulher servia um prato saboroso, não era pejorativa, não. Mulher tinha de saber pilotar forno e fogão, era uma espécie de pré-requisito. Hoje a gente pira na hora que tem de fazer a primeira papinha do filho, é ou não é? Acontece que cozinhar pode ser uma enorme delícia e nunca é tarde pra aprender.
34. Porque o pai hoje participa de tudo Nos anos 70, o pai ficava fora da sala de parto, não chegava nem perto de uma mamadeira, não pegava em fralda de jeito nenhum e era “chamado” só na hora de uma bronca mais pesada. Estranho? Na sua casa não é assim? Ainda bem! A pesquisa de Cecília Russo Troiano mostra que a coisa foi mudando aos poucos, sim, mas as mulheres ainda realizam a maior parte das tarefas. Por exemplo: enquanto 91% das mães levam o filho ao médico, só 4% dos pais fazem o mesmo!!! Ok, ok, falta bastante para as coisas se equilibrarem mais, mas o espaço foi aberto e isso é um ganho enorme.
35. Porque a medicina evoluiu muito E isso é muito mais importante do que a gente pensa à primeira vista. Hoje é possível prevenir um monte de doenças, tem vacina contra gripe, rotavírus, hepatite... Se no final dos anos 60 os primeiros aparelhos de ultrasom ainda estavam chegando ao Brasil, hoje temos ultra-som 4D, os avanços das pesquisas de células-tronco não param de nos surpreender e se fala em terapias genéticas para parar doenças como o câncer. Temos mais é que comemorar, e muito.
36. Para sentir o que é ter alguém que confia 100% em você O que é confiar, o que é confiança? Você sabe direitinho a resposta – e sente o que é isso ali, na pele – quando tem uma criança dormindo no seu colo, totalmente entregue. É maravilhoso, assim como a responsabilidade, que até pode assustar, mas faz parte: ter filho é também aprender a lidar com isso.
37. Encarar o futuro de uma nova maneira Sim, porque, quando os filhos chegam, esse conceito deixa de ser uma abstração. A gente não pode mais só esperar que ele chegue; a gente tem de prepará-lo a cada dia. Pode ser nas coisas mais concretas, como se programando financeiramente, fazendo previdência, essas coisas. E também se preocupando em votar em políticos bacanas, entrando pra uma ONG, separando o lixo, o que for.
38. Para ter a enorme chance de se tornar um ser humano melhor Não adianta fazer discurso: criança se espelha no exemplo, não tem jeito. É como você é e como se comporta que vai fazer diferença. É no seu comportamento que seu filho está ligado e é o que ele vai registrando, não tem conversa nenhuma. Falar uma coisa e fazer outra não dá. Ter filho é agüentar a barra do que a gente é, as conseqüências de ser quem somos e das escolhas que fazemos.
39. Ter filho não é dar à luz, é receber iluminação diária Foi nossa colunista Tetê Pacheco, mãe de Bento e Otto, quem escreveu isso, aqui na Pais e Filhos. A gente assina embaixo. O tanto que se aprende, que nos modificamos e crescemos... É pra agradecer todo dia!
40. Porque seu filho é único e tudo que você sente em relação a ele é intraduzível...Tem gente que diz que a escolha de ter filhos é difícil porque é definitiva... Bem, definitivo, para nós, é não ter filhos! E cada um vai descobrir seu jeito de ser pai e mãe, não tem uma receita. Cada universo único que uma vida é. Nós, aqui da Pais e Filhos, só podemos mais uma vez dizer o que a gente vem falando desde sempre, até na missão da nossa revista: aproveite tudo que a maternidade ou a paternidade está te trazendo!
ESTAR GRÁVIDA É MUITO BOM...É ÓTIMO!
ESTAR GRÁVIDA É MUITO BOM...É ÓTIMO!
“Estar grávida é...
... Ler 50 vezes o resultado positivo do exame para ter certeza que está correto.
... Ficar chocada ao saber que uma gestação dura 40 semanas e não nove meses como todo mundo diz por aí.
... Se pegar imaginando, por horas a fio, como será os olhos, os cabelos e a pele do filho que vai chegar.
... Torcer, e muuuuuuito, para que ele nasça perfeitinho.
... Nunca mais dizer ‘ai, se fosse meu filho!’ Quando encontrar uma criança tendo acessos de birra.
... Sair na rua e só enxergar mulheres grávidas.
... Ter sono, muuuuuuito sono.
... Esperar ansiosamente pelo dia do ultra-som, e assim que sair de lá, esperar ansiosamente pelo próximo!
... Aprender a enxergar o filho nas manchas de uma ultra-sonografia.
... Ler muito sobre gravidez, pular o capitulo do parto (pois ainda é muito cedo pra se preocupar) e ir direto para os cuidados com o bebê.
... Ir a lojas e desejar apenas coisinhas para o filho.
... Torcer para ficar barriguda logo.
... Ficar muito esquisita e descobrir uma incrível capacidade de sentir todas as emoções em uma hora, da alegria descontrolada ao mau humor sem fim.
... Acordar várias vezes de madrugada para fazer xixi.
... Reparar que seu marido fica muito mais interessante como pai do seu filho e perceber que foi o único homem capaz de te presentear com tamanha alegria.
... Rir sozinha ao sentir o bebê mexer, mesmo que ele te acorde várias vezes durante a noite, porque você não esta numa posição confortável para ele”
... Porque só a mulher pode dar à luz
...Porque só a mulher é mãe
... Porque só a mulher tem a vida em suas mãos..."
“Estar grávida é...
... Ler 50 vezes o resultado positivo do exame para ter certeza que está correto.
... Ficar chocada ao saber que uma gestação dura 40 semanas e não nove meses como todo mundo diz por aí.
... Se pegar imaginando, por horas a fio, como será os olhos, os cabelos e a pele do filho que vai chegar.
... Torcer, e muuuuuuito, para que ele nasça perfeitinho.
... Nunca mais dizer ‘ai, se fosse meu filho!’ Quando encontrar uma criança tendo acessos de birra.
... Sair na rua e só enxergar mulheres grávidas.
... Ter sono, muuuuuuito sono.
... Esperar ansiosamente pelo dia do ultra-som, e assim que sair de lá, esperar ansiosamente pelo próximo!
... Aprender a enxergar o filho nas manchas de uma ultra-sonografia.
... Ler muito sobre gravidez, pular o capitulo do parto (pois ainda é muito cedo pra se preocupar) e ir direto para os cuidados com o bebê.
... Ir a lojas e desejar apenas coisinhas para o filho.
... Torcer para ficar barriguda logo.
... Ficar muito esquisita e descobrir uma incrível capacidade de sentir todas as emoções em uma hora, da alegria descontrolada ao mau humor sem fim.
... Acordar várias vezes de madrugada para fazer xixi.
... Reparar que seu marido fica muito mais interessante como pai do seu filho e perceber que foi o único homem capaz de te presentear com tamanha alegria.
... Rir sozinha ao sentir o bebê mexer, mesmo que ele te acorde várias vezes durante a noite, porque você não esta numa posição confortável para ele”
... Porque só a mulher pode dar à luz
...Porque só a mulher é mãe
... Porque só a mulher tem a vida em suas mãos..."
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